*Como o Pole Dance mudou a minha vida (2)* Depois do primeiro baque, depois de entender que eu tinha sido muito boba de não acreditar em mim mesma, veio o segundo susto. Não sei se você sabe mas, para praticar pole dance, a gente precisa usar shorts e tops curtos (e quanto mais curto melhor). Só assim a gente consegue ter aderência com a barra. E só assim a gente consegue ficar de cabeça para baixo pendurada por uma perna e girando - tudo isso ao mesmo tempo. Mas não pode usar blusa? Não. Não pode usar short de academia? Não. E lá vou eu, a menina que usava short e camisa na praia pra não ter que ficar de biquíni, me encarar usando a roupa mais curta que já usei na vida, de frente pro espelho, numa aula com mais várias mulheres que nunca vi na vida. E tirar fotos. E postar nas redes sociais. E começar a não se preocupar tanto com o que os outros pensam sobre isso. Lembra que eu tinha dito que eu era a pessoa mais tímida do Universo? Não que eu tenha melhorado 100%, mas a verdade é que o Pole Dance foi uma terapia de choque para toda essa timidez. Muito mais do que estar segura com meu próprio corpo, eu aprendi a estar segura com minhas próprias decisões, atitudes e até dificuldades. E aquela Luiza de 21 anos, que sentava lá atrás da sala na faculdade para não ser notada, que sempre falou baixinho e evitava conflitos ao máximo, riria se alguém dissesse pra ela que, 6 anos depois, seria normalse apresentar em um palco, na frente de mais de 300 pessoas, usando o temido conjuntinho de top e microshort (que pode muito bem ser uma calcinha). (continua…)
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