Bolsonaro e a Necropolítica O conceito de Necropolítica que começa a ganhar dimensão nos meios sociológicos e antropológicos está vinculado à ideia de biopolítica de Foucault, mas dessa vez, ao contrário do controle dos corpos e de suas escolhas, o que está em jogo é o controle da vida, de quem pode ou não morrer e ser descartado. Seguindo um pouco essa lógica, encontrei essa antiga notícia de Bolsonaro, que segue radicalmente essa lógica. Um candidato à presidência (agora presidente) deve gerir o país para todos que estão nele, procurando garantir o bem estar e as melhores condições de vida para todos. No caso dos sujeitos no sistema carcerário e dos jovens em conflito com a lei o sistema deve ter atenção dobrada. A primeira para garantir que esses sujeitos tenham acesso aos direitos constitucionais básicos dentro do sistema prisional, e o segundo um compromisso de avaliar e produzir políticas públicas para a inserção deles na sociedade, a partir de empregos, educação, laço social, cultura e lazer. Ninguém tem que ser descartável, ainda mais sob a ótica do Estado.
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