=Macroeconomia (Contabilidade Social)= Há várias maneiras de indicar, para efeitos de uma primeira aproximação com o tema, qual é o sentido disso convencionou chamar de contabilidade social. A mais usual delas é lembrar que a contabilidade social congrega instrumentos de mensuração capazes de aferir o movimento da economia de um país (as tendências) num determinado período de tempo: quanto se produziu, quanto se consumiu, quanto se investiu, quanto se vendeu para o exterior, quanto se comprou do exterior. Essa nova designação passa pela evolução da história do pensamento econômico, particularmente, pela evolução daquilo que os economistas vieram a denominar macroeconomia. A macroeconomia trabalha na dimensão macroscópica, de modo que as suas variáveis são sempre agregados, como consumo agregado, o investimento agregado, o produto nacional e a renda nacional. Estuda-se a determinação e o comportamento dos grandes agregados como o Produto Interno Bruto PIB, consumo global, investimento global, exportação, inflação, desemprego, com o objetivo de delinear uma política econômica. No caso da economia brasileira, as principais instituições responsáveis pelo levantamento e acompanhamento dos dados (para posterior política de Estado) são o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA. Em termos práticos, os agentes econômicos (famílias, empresas e governo) possuem expectativas com relação ao futuro, no que tange, por exemplo à renda disponível para consumo, poupança, investimentos e gastos. Nesse sentido, a análise conjuntural da economia, torna-se de suma importância para o funcionamento da economia, uma vez que visa garantir maior previsibilidade das principais variáveis determinantes do nível de atividade econômica e que subsidiam a tomada de decisão desses agentes. De fato, a análise agregada da economia, orienta, inclusive, quanto às tendências, a partir da análise dos indicadores econômicos. É válido ressaltar que na medida em que a contabilidade de que estamos falando é social, toda “trabalheira” estatística de mensuração dos agregados e de fechamentos das contas tem de servir para que as autoridades governamentais, aqueles que estão em postos de comando no setor privado e a sociedade civil como um todo possam ter uma ideia mais clara dos rumos do país e possam, assim, intervir nesses rumos (no curto, médio e longo prazo), quando for o caso. Dentro dessa visão, inclui-se por exemplo, os indicadores de distribuição de renda, de desenvolvimento humano e a comparação desses indicadores entre diferentes países. A partir dessas considerações, pode-se concluir que nós, enquanto agentes econômicos, somos tomadores de decisões, em termos individualizados, mas essas decisões a nível agregado (o somatório de todas as decisões individuais) são capazes de orientar toda a economia, de modo global. Referência: PAULANI, Leda Maria; BRAGA, Márcio Bobik. A contabilidade social. In: PAULANI, Leda Maria; BRAGA, Márcio Bobik. A nova contabilidade social uma introdução à macroeconomia. São Paulo: Editora Saraiva, 2007. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/176534/mod_resource/content/1/Leda%20Maria%20Paulani%20%20M%C3%A1rcio%20Bobik%20Braga%20-%20A%20Nova%20Contabilidade%20Social%20%28Uma%20Introdu%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Macroeconomia%29.pdf. Acesso em: 1 jul. 2019.
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