=O que é mercado (II)?= “É válido ressaltar que ao discutirmos determinado mercado, deve-se ter clara a sua extensão tanto em termos de limites geográficos como em termos de gama de produtos que nele é vendida. Alguns mercados (por exemplo o imobiliário) possuem uma abrangência geográfica bastante restrita, ao passo que outros (por exemplo, o de ouro) são globais por natureza” (PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel, 2014). A consideração das especificidades de cada um, torna-se de suma importância, haja vista a necessidade de rigor analítico ao analisá-los, setorialmente, de modo mais fiel à realidade. =Preços e inflação= Na prática, as mensurações econômicas devem ser em termos reais e nominais, já que na prática, ao longo do tempo, a análise monetária da produção pode ser influenciada pela inflação do período (análise nominal) baseada nos preços correntes. Já se objetivo em pauta orientar-se na mensuração do produto gerado, em termos de variação na quantidade produzida e ganhos de produtividade, essa será uma análise real. Pode-se constatar na literatura microeconômica que, _“Para levar em conta os efeitos da inflação, comparamos preços reais (ou preços em moeda constante), em vez de preços nominais (ou preços em moeda corrente). Os preços reais são calculados por meio de um índice agregado de preços, como o Índice de Preços ao Consumidor IPC, para corrigir efeitos da inflação, que por ora, pode ser entendida como o aumento generalizado do nível de preços em um determinado período.” (PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel. 2014)._ =Teorias= A microeconomia apoia-se fortemente no uso da teoria, que (por meio de simplificações) pode ajudar a explicar como os agentes econômicos se comportam e a prever seus comportamentos futuros. Os modelos são representações matemáticas da teoria e podem auxiliar nos processos de explicação e previsão. Nesse sentido, trata-se do método científico aplicado à ciência econômica. Deve-se ter em vista, inclusive, que não se trata de uma ciência exata, fato que pode ser refutado veementemente pela teoria do consumidor e da firma, por exemplo, ao orientar a tomada de decisões, a partir das expectativas, de consumo e investimento. Constata-se que a alocação de bens e serviços nos mercados, dadas especificidades, é determinada pelos preços, nos mercados competitivos e não competitivos, a partir da tomada de decisão dos agentes econômicos, que por sua vez ampara-se pela teoria microeconômica, pois também _“Uma empresa precisa saber quais são os reais e potenciais concorrentes para os produtos que ela vende agora ou pode vir a vender no futuro. Uma empresa também precisa conhecer, no mercado em que atua, os limites de seu produto e os limites geográficos, a fim de fixar preços, determinar as verbas de publicidade e tomar decisões de investimento. A definição de mercado pode ser importante para a tomada de decisões no âmbito das políticas públicas. O governo deve permitir as fusões e incorporações de companhias que produzem produtos similares ou deve contestá-las? A resposta depende do impacto dessas fusões ou incorporações na competição e nos preços futuros; em geral, isso só pode ser avaliado definindo-se um mercado”. (PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel. 2014)._ PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel. Introdução: mercados e preços. In: PINDYCK, ROBERT ; RUBINFELD, DANIEL. MICROECONOMIA. SÃO PAULO: PEARSON, 2013.
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