Ao meu ver, o modo de produção capitalista vigente no mundo ocidental alcança com a êxito a capacidade de gerar excedentes em uma escala jamais vista pela humanidade, ao gerar grandes excedentes de produtos e serviços, ofertando-os nos mercados. O American way of life foi exportado para o mundo ocidental, hoje também gerando riqueza, quase na totalidade do mundo, ao expandir-se para as economias orientais. Esse paradigma nesse quesito é o melhor, única e exclusivamente pelo volume de produção gerado, o que muitas vezes é definido como riqueza. O mundo contemporâneo traz consigo muitos desafios oriundos desse paradigma de produção, a solução das chamadas externalidades negativas geradas pela atividade produtiva. A nível de exemplificação, podemos defini-las como resultantes de uma ineficiência alocativa dos mercados, que na maioria das vezes é evidente a partir das altas taxas de concentração de renda e aumento da taxa de pobreza, fatos por ora desencadeadores de vários problemas sociais como a violência, a falta de aceso ao serviço de saúde (em suma, milhões de pessoas não possuem acesso ao básico para a sobrevivência humana nos mercados). Em ano de campanha eleitoral, muitas são as pautas eleitoreiras e a de Thomas Piketty sempre surge como algo profano para os “liberais”, mas na verdade, diante de uma lógica captação de recursos para mitigação dessas externalidades, apresenta-se como justa, na proposição de um imposto na tributação de grandes fortunas.
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