Em um cenário internacional marcado pelo embate entre as economias dos Estados Unidos da América EUA e a China, o comércio global já sofre os impactos, inclusive pelo recrudescimento dos impulsos protecionistas, das principais economias do globo. As exportações latino-americanas caem depois de dois anos de crescimento ininterrupto. Pode-se elencar essa questão da guerra comercial e a redução do preço das matérias-primas (commodities) como as principais determinantes, nessa atual conjuntura do comércio internacional. A questão tecnológica do 5G, real motivo para essa escalada entre as maiores economias, envolve diretamente os centros do capitalismo e a sua periferia, haja vista que os países latino-americanos em sua totalidade, à luz da Divisão Internacional do Trabalho, estão inseridos no comércio internacional como ofertantes (especializados) em bens primários de baixo valor agregado e consumidores de alta tecnologia, que por ora possuem mais valor agregado, já que são resultantes dos avanços das principais economias do mundo (EUA e China, coincidentemente). Nesse caso, estamos diante não somente de uma disputa econômica, mas também geopolítica, e o desafio de se alavancar o nível de crescimento econômico doméstico surge, mesmo com a expectativa de baixas taxas de exportações.
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