Acordo do Mercosul com a União Europeia traz otimismo com perspectivas de tarifas mais baixas e preços mais competitivos, em um contexto internacional marcado pelas incertezas de um Brexit duro, a guerra comercial entre a China e os EUA. A celebração dessa parceria, surge como uma alternativa, em meio a tantas mudanças no comércio internacional. Diante de todos os fatos históricos que envolvem o estabelecimento de relações comerciais, o ponto de partida mais recorrente é um acordo que aprofunda as diferenças e perpetuam um colonialismo (neocolonialismo) ao longo do tempo. É notório que a perpetuação dessa relação comercial retroalimenta a Divisão Internacional de Trabalho, basicamente orientada pela especialização dos países centrais com ofertantes de bens e serviços de elevado valor agregado e consumidores de uma pauta comercial de baixo valor agregado. A Teoria das Vantagens Comparativas, de David Ricardo, escrita no século XIX, orienta-nos quanto às implicações, no médio e longo prazos, advindas de uma especialização (em uma determinada pauta comercial), capaz de reproduzir continuamente um paradigma produtivo.
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