A fala do presidente parece ter a intenção de eximi-lo de todos os comentários torpes feitos por ele ao longo de sua campanha eleitoral e do início do seu mandado, enquanto presidente do Brasil. É válido ressaltar que ao intitular-se como ingênuo, em conformidade à fala do superministro da economia, ele passa a imagem de alinhamento político com seu escolhido, para assumir tecnicamente a pasta, em quem, infere-se, não é ingênuo e em quem ele confia. Definir-se como leigo em determinado assunto, não significa que ele não tenha uma orientação política acerca do mesmo, haja vista que ele expressa seu viés político ao defender uma ação em detrimento de outra, por exemplo. Nesse sentido, segue o presidente, agora falando menos e entregando o protagonismo da pauta executiva ao famoso economista da Escola de Chicago, que daqui uns dias será o mais novo herói do crescimento econômico, acredito que ao lado da imagem imaculada do justiceiro ético nacional, Sérgio Moro. Enquanto isso, nós agentes econômicos assumimos o papel figurativo de tomadores de decisão.
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