Em 2019 ainda ocorrem inúmeros conflitos mundo afora. Países como Síria, Nigéria, República Democrática do Congo e Nigéria continuam em constante guerra afetando fortemente a população civil de seus respectivos territórios. Conforme os conflitos se desenvolvem, a participação de potências tomando lados dificulta ainda mais uma situação de paz que alcance e desfaça emaranhados políticos antigos perpetuados através de anos e anos cada qual com sua justificativa para que o conflito se prolongue. A boa ironia é que apesar das batalhas constantes que assolam esses países, no ano de 2019 foi constatado que houve uma melhora na paz mundial. O Índice Global da Paz (GPI), que é supervisionado pelo Instituto de Economia e Paz divulgou um estudo que constata que desde 2014 até agora houve um aumento significante no nível de paz no mundo. Embora dizer que o mundo esteja mais pacífico seja uma conclusão precipitada, os índices demonstram que há uma diminuição ligada a mortes causadas por terrorismo e às guerras em si. O que dá esperança de que nos próximos anos haja ainda uma diminuição maior e possivelmente um aumento no índice de paz global. O ranking de países mais pacíficos tem nos seus 10 primeiros lugares (em ordem crescente): República Tcheca, Japão, Eslovênia, Singapura, Canadá, Dinamarca, Áustria, Portugal, Nova Zelândia e em primeiro lugar, a Islândia considerada atualmente o país mais pacífico do mundo. O índice mostra também os países que possuem menor classificação no GPI sendo estes (também em ordem crescente): Rússia, República Democrática do Congo, Líbia, República Centro Africana, Somália, Iraque, Iêmen, Sudão do Sul, Síria e o Afeganistão como o país mais violento na atualidade. O Brasil ocupa a posição 116 no gráfico. A nossa esperança é de que conforme o mundo vá se tornando mais intrínseco não só comercialmente falando, mas na mobilização popular e na crescente miscigenação cultural, que eventualmente não hajam mais razões para conflitos entre países. Embora os conflitos internos existam, o mundo atualmente caminha através da tecnologia e índices de longevidade nunca vistos antes. Nos resta agora manter a positividade e a esperança de que nossos netos observem as grandes guerras da humanidade como apenas histórias brutais que não mais são compatíveis com a realidade deles. A paz sempre foi uma utopia na nossa história, mas quem sabe ela se torne algo mais tangível conforme avançamos em direção ao futuro e a música “Imagine” do John Lennon se torne um hino da realidade.     
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