Para quem pensa em empreender, eventualmente a ideia de se ter um sócio vem em mente. Ao mesmo tempo, uma dezena de dúvidas surge. Será que vale a pena? Como escolher um bom sócio? Quais as vantagens e desvantagens da sociedade? No vídeo de hoje, compartilho contigo uma série de reflexões que podem ser feitas no momento de escolher entre ter ou não um sócio. Confere ai. Empreender é uma tarefa difícil, são inúmeros os compromissos, tarefas, ações e decisões a serem tomadas. Para tornar jornada menos pesada e cansativa, facilitando a alavancagem e o crescimento do negócio, optar por uma sociedade passa a ser uma alternativa interessante. O desafio está em encontrar um sócio ideal. Principalmente para quem está no seu primeiro negócio. Mas, mais uma vez, como em quase tudo em se tratando de negócios. Não existe uma fórmula mágica para acertar na escolha de um sócio. Porém, alguns cuidados devem ser tomados. O principal deles diz a respeito ao propósito da sociedade. Quais os motivos que levariam a essa união? Você pode até em encontrar uma pessoa certa, porém, é necessário ter a pessoa certa e as razões certas. Essa sintonia deve existir para a sociedade acontecer e prosperar. Apesar de não existir um manual da sociedade perfeita, vou elencar alguns pontos positivos e negativos de uma sociedade. Vou começar pelos pontos negativos: O primeiro negativo é ter que dividir os lucros com seu sócio. Além dos lucros, você também terá que dividir a tomada de decisões e isso pode ocasionar demora para as coisas acontecerem. Nos momentos de decisões, podem surgir os conflitos e divergências. Pois, em uma sociedade se perde um pouco da autonomia e da liberdade e se os sócios não cumprirem os acordos, tudo poderá sair mais caro. Agora, vendo os pontos positivos, uma sociedade pode muito bem reunir talentos e competências complementares, com uma sociedade pode-se distribuir melhor a carga de trabalho. Poderão existir momentos de lazer mais tranquilos, sabendo que alguém está tomando conta do negócio. Você vai ter alguém com quem discutir e compartilhar os problemas e também com um sócio se reduz a necessidade de aportes maiores de capital. Ter um sócio é uma decisão bem crítica a ser tomada. O mundo está cheio de sociedades prósperas, duradouras e felizes, ao mesmo tempo, existem histórias que não são tão agradáveis assim. Mas se você observar alguns pontos a tarefa de decidir entre ter ou não um sócio pode se tornar mais assertiva e menos penosa. Pesquise se o seu potencial sócio já participou de alguma sociedade, o que deu certo, o que deu errado nessa sociedade. Verifique se ele possui pendências que possam prejudicar o negócio e o seu patrimônio. Entender quais são as reais motivações do seu sócio é fundamental. Talvez ele queira apenas complementar a renda e você deseje crescimento exponencial, ai essa distorção de propósitos pode gerar desentendimentos. Pessoas com perfil empreendedor são ideais, pois será necessário a divisão de reponsabilidades, lucros e prejuízos. Procure se associar com pessoas que tenham valores éticos e visão do mundo iguais ou muito parecidas com as suas. Busque sócios com competências complementares as que você tem. Se você é bom de vendas, bom de comercial, busque um sócio com o perfil mais técnico para as tarefas de gestão. E juntos definam metas e estratégias para o negócio. Evite relações societárias que se iniciem baseadas apenas na afetividade, na amizade ou por questões familiares. Agindo assim, você pode estar colocando as relações e o negócio em risco. Por fim, nada melhor do que uma conversa franca e direta, discutindo todos os possíveis e comuns pontos de conflito e quais as ações para evita-los. Elabore um bom contrato social, defina as formas de venda de quotas, sucessão, emprego de familiares, prestação de contas, atribuições e as distribuições de lucro. O ideal é contar com um suporte jurídico e contábil neste momento. Qualquer decisão após uma boa reflexão melhora as chances de acerto. Robson Pezzini
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