_Imersão em si mesmo_ _Em tempos de uma epidemia de depressão e ansiedade que alcança pessoas de todas as idades, em qualquer continente e independente do padrão de vida, as alternativas de autocuidado voltadas para a autoimersão e reflexividade têm ganhado força e entrado no circuito de tratamentos do momento. Mas entender o que acontece, quais são os efeitos e os limites de cada método é uma parte essencial de qualquer processo de autocuidado._ _Meditação_ _A meditação não tem contra-indicação, não tem gasto algum e nem depende de equipamentos sofisticados. Basta dedicar tempo e energia para concentrar-se na sua própria respiração e permitir que o ritmo adequado ao corpo seja alcançado, trazendo relaxamento e paz de pensamento. Mas para quem acha que meditar é apenas “desligar o cérebro”, se engana. A meditação é um exercício mental, e como qualquer outro exercício requer esforço e concentração. É muito comum para os iniciantes na prática perceberem suas mentes divagando em pensamentos outros que não sejam o foco na respiração, ou até mesmo nas meditações guiadas, vemos o uso dos sinos tibetanos como forma de realinhar a mente ao exercício da meditação. Por isso, se você tem interesse em iniciar essa atividade, tenha em mente os seus objetivos, que tipo de contato você quer ter consigo mesmo, e qual o resultado que você presente com esse autocuidado. Avalie também se seus objetivos podem ser alcançados apenas com a prática da meditação ou se é necessário que esta seja acompanhada de outras especialidades, inclusive médicas._ _Yoga_ _Em termos genéricos a prática do yoga é um combo entre meditação, atividade física e consciência corporal. Um exercício excelente para o autocuidado, dependendo da vertente que você escolher, sua prática pode passar pela recitação de mantras para alinhar as energias e respiração dos participantes, meditação para concentração e consciência das próprias questões mentais e movimentação para posturas que exigem bastante equilíbrio, força e suavidade corpórea. O termo yoga significa “posição confortável”, e apesar de este ser o objetivo da prática, a forma como se chega a esse conforto é bastante penoso e exige esforço físico e mental. O ideal, especialmente para os iniciantes, é procurar por instrutores para esse tipo de atividade, uma vez que a forma correta de movimentar o corpo é essencial para o processo, e a prática equivocada ou desatenta das atividades pode causar lesões. Mas o fato de se estar praticando com outras pessoas e acompanhado de um instrutor em nada tira o potencial de autoconhecimento do yoga, especialmente porque é você quem define o ritmo, fluidez e intensidade de cada exercício, e o momento é excelente para entender um pouco mais sobre como sua mente e corpo trabalham juntos em uma tarefa._
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