A situação na educação do país está no mínimo complexa. Dentre as inúmeras medidas tomadas pelo governo para a contenção de gastos, uma que tem causado uma grande controvérsia foi a suspensão de verbas para as universidades federais. O MEC bloqueou no final de abril uma grande parte do orçamento das 63 universidades públicas e dos 38 institutos federais de ensino. O corte foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras e realização de pesquisas. A totalização disso foi de R$ 1,7 bilhão, representando 24,84% dos gastos não obrigatórios e 3,43% do orçamento total das federais. Segundo o MEC a medida é somente provisória e há de ser remediada caso a arrecadação de impostos suba. A medida chama “contingenciamento” e já foi aplicada pelo governo em outros casos ao longo de sua história. Essa medida ocorre quando o governo bloqueia a execução de parte do orçamento por previsão de não gerar receita suficiente. Embora existam esses contratempos na evolução de pesquisas no Brasil, existem outras possibilidades para angariar fundos para mantê-las. A USP inaugurou na quinta feira do dia 4 de julho de 2019 um novo laboratório de pesquisa de alta tecnologia, com o objetivo de desenvolver pesquisas sobre epidemias. O projeto foi parcialmente financiado pelo governo francês e foi resultado de uma parceria firmada em 2015 entre a Fundação Oswaldo Cruz, a Instituição de pesquisa do Rio de Janeiro, e o Instituto Pasteur (fundação renomada que conta com 23 mil pesquisadores e ganhadora de 10 prêmios Nobel). O objetivo inicial da unidade é desenvolver métodos de prevenção contra as doenças que causam danos ao sistema nervoso central, como a zika, dengue, febre amarela e gripe. Outros objetos de pesquisa são os protozoários como o tripanosoma que é o causador da doença do sono. A instalação irá contar com a mais alta tecnologia e está sendo preparada para ser um marco internacional de pesquisa. Paola Minoprio, diretora de pesquisa do Instituto Pasteur, sediado em Paris, voltou ao Brasil depois de mais de 30 anos morando no exterior para coordenar o projeto ao lado de Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. A nova unidade vai abrigar os primeiros laboratórios de pesquisa brasileiros com nível de segurança equiparável aos mais elevados parâmetros internacionais. Quatro dos 17 laboratórios são de biossegurança nível 3 (NB3) e voltados para a análise de patógenos de alto risco, que transmitem e causam doenças potencialmente letais. Os investimentos externos demonstraram que as aproximações feitas internacionalmente não foram em vão, e que através dessa união iremos alcançar uma nova qualidade de vida não só aqui, mas no mundo todo.
0 comments
0 comments