As inovações disruptivas estão a cada dia mais constantes em nosso mundo contemporâneo. Em termos práticos, essas inovações, segundo Christensen (1997) dão origem a novos mercados e modelos de negócios, apresentando soluções mais eficientes do que as existentes até o momento, ou seja, promovem a ruptura de um antigo modelo de negócio e altera as bases de competição existentes. Os embates envolvendo a Uber e os taxistas exemplificam esse contexto. É nítida a ruptura do mercado de taxistas fortemente regulado. Em síntese, a tentativa de construção de uma regulação para esse mercado evidencia a tentativa do poder público incluir esse novo modelo de negócio no marco regulatório. Na prática, de fato há necessidade de se regulamentar tanto direitos quanto deveres (tributáveis, inclusive), dos prestadores e dos tomadores de serviços, para assegurar garantias. Por outro lado, todos sabemos que esse mercado era fortemente monopolizado pelos taxistas e ao deixar a desejar quanto à qualidade e ao custo da prestação do serviço, por ora elevadíssimo. A única certeza, nesse caso, é que nós consumidores sempre pagamos a conta.
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