Sabemos que o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) tem conduzido as economias centrais do mundo contemporâneo às grandes inovações tecnológicas, na geração de valor (bens e serviços) e na condução dos processos, que conduzem a inovações disruptivas, revolucionando mercados, tanto nos aspectos de oferta quanto nos de demanda. As economias que mais investem no processo de geração de conhecimento, em sua maioria, inserem-se no grupo de países denominados centrais, que consolidam-se como ofertantes de bens e serviços com elevado valor agregado aos países da periferia do Capitalismo (formada pelos países emergentes e subdesenvolvidos), que apresentam-se como consumidores desse mercado, na Divisão Internacional do Trabalho DIT. No caso do Brasil, apesar de sermos a 9° economia do mundo (com base nos dados de 2018), o peso da componente agregada do investimento (que é contabilizado na mensuração do Produto Interno Bruto PIB) é muito aquém do ideal para inserir o país como um centro de geração de Know How. Diante disso, a situação de periferia especializada no fornecimento de bens primários é retroalimentada continuamente e nos consolidamos como colônia, cujos pilares corroboram para a manutenção desse status quo.
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