=Mercado de fatores de produção= O modo de produção capitalista que se organiza em mercados, não seria diferente ao organizar, a oferta e a demanda, de fatores produtivos como a mão-de-obra, as matérias-primas e outros insumos de produção. Nesse caso, estamos tratando do mercado de fatores de produção (que por ora organiza a alocação dos fatores: terra, capital, trabalho). =Mercados de fatores perfeitamente competitivos= Em termos básicos, os vendedores e compradores, são incapazes de influenciar o preço de um fator, ou seja, que será determinado pelo equilíbrio entre a oferta e a demanda agregadas. De acordo com a literatura microeconômica básica, _“Um mercado de fatores competitivo é aquele em que há um grande número de vendedores e de compradores de um fator de produção, como trabalho ou matéria-prima. Como nenhum vendedor ou comprador em particular pode influenciar o preço de determinado fator, cada um deles se constitui em um tomador de preços. Por exemplo, quando as empresas individualmente adquirem madeira para construção de casas, comprando pequenas frações da quantidade total da madeira disponível no mercado, a decisão não terá nenhum impacto sobre o preço do produto. De igual modo, se os fornecedores isoladamente controlarem uma pequena fração do mercado, as decisões isoladas não influenciarão o preço da madeira que eles vendem. Em vez disso, o preço da madeira (e a quantidade total produzida) será determinado pela oferta e demanda agregada por madeira.” (PINDYC, RUBINFELD; 2013; pág. 525)._ =Mercados nos quais os compradores de fatores possuem poder de monopsônio= O poder de monopsônio no mercado de fatores, deve-se ao fato de alguns compradores individuais possuírem poder de compra, interferindo assim no preço que pagam. A nível de ilustração, o mercado do leite, organizado estruturalmente pelas cooperativas e a sua relação com os produtores. O poder de monopsônio nesse caso, _“Em alguns mercados de fatores, certos compradores individuais possuem poder de compra, o que lhes permite interferir no preço que pagam. Em geral, isso acontece quando uma empresa é monopsonista ou quando há poucos compradores. Nesse último caso, cada empresa tem algum poder de monopsônio. Por exemplo, as empresas norte-americanas fabricantes de automóveis possuem considerável poder de monopsônio como compradores de autopeças e componentes. A GM e a Toyota adquirem grandes quantidades de freios, radiadores, pneus e outras peças, negociando preços mais baixos do que aqueles cobrados de compradores de menor porte. Em outros casos, pode haver somente dois ou três vendedores de um produto e dezenas de compradores. Mas, mesmo assim, cada comprador tem poder de negociação, o que significa que pode negociar preços mais baixos por conta do volume e das frequências das compras e fazer com que os fornecedores concorram entre si.” (PINDYC, RUBINFELD; 2013; pág. 542)._ __ =Mercados nos quais os vendedores de fatores possuem poder de monopólio= A priori, é uma relação na qual o vendedor de determinado fator de produção tem o poder de monopólio em sua oferta. Nesse caso, a determinação do preço do fator/ insumo é baseada no controle da quantidade e do preço de oferta, de modo à maximizar o lucro, ou seja, uma situação oposta à do mercado perfeitamente competitivo. Observa-se que, em termos conceituais, a literatura econômica define essa relação em termos teóricos como, no sentido de que _“Assim como os compradores de insumos podem ter poder de monopsônio, os vendedores de insumos podem ter poder de monopólio. Em um caso extremo, o vendedor de determinado insumo pode ser um monopolista, como ocorre quando uma empresa tem uma patente para produzir um chip para computadores que não pode ser copiado por nenhuma outra empresa. Como o exemplo mais importante do poder de monopólio em mercados de fatores envolve os sindicatos de trabalhadores, é aí que concentraremos nossa atenção. Um sindicato, que é um monopolista na venda de serviços de mão de obra, pode aumentar o bem-estar de seus membros, afetando substancialmente as condições de trabalho dos trabalhadores não sindicalizados. “(PINDYC, RUBINFELD; 2013; pág. 546)._ PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel. Mercados para fatores de produção. In: PINDYCK, Robert; RUBINFELD, Daniel. Microeconomia. São Paulo: PEARSON, 2013.
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