Os efeitos rápidos da precarização do trabalho. As novas tecnologias, em parceria com o que há de mais cruel no mercado, começaram um movimento recente de precarização do trabalho. Uber, Rappi e 99Pop são exemplos de "bicos" em que os sujeitos investem seus bens e seu tempo para gerar lucros para essas empresas. Na tentativa de ter um salário razoável, vários "trabalhadores de aplicativos" começaram a se organizar em rotinas insalubres, passando 10, 12 e até 14h dirigindo e entregando pedidos, com pequenas paradas para ir ao banheiro ou comer alguma coisa. Os resultados desse processo começam a ser percebidos na empregabilidade social, onde os empregos informais começam a tomar uma proporção nunca antes vista. Na perspectiva da saúde, o caso citado acima, de Thiago de Jesus, é um dos primeiros que demonstram da pior forma possível, as consequências dessa nova relação de trabalho. Thiago, não apenas teve um acidente gerado possivelmente pelo excesso de trabalho, mas não teve nenhuma condição de ser auxiliado, não tinha nenhuma segurança para acidentes ou problemas de saúde. Na contemporaneidade a exploração do trabalho e dos trabalhadores toma uma dimensão nunca antes vista e nunca tão bem mascarada.
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