Pelo visto a complexidade da nossa realidade social perpasse distintos fatos do nosso processo de formação histórica e econômica nacional. Em pleno século XXI, a principal questão ao meu ver, é a paradoxal (estamos falando da 9ª economia do mundo, em termos de Produto Interno Bruto, ou seja, a 9ª maior renda do mundo foi gerada aqui em 2018) realidade de extrema disparidade socioeconômica que exclui milhares de brasileiros dos padrões mínimos à existência humana, que muitas vezes vão de encontro ao nosso ordenamento constitucional, aquele aludido pela Constituição Federal de 1988. A mudança dessa realidade leva-nos à compreensão prática, de que crescimento econômico é diferente de desenvolvimento econômico e social, de que o discurso político voltado exclusivamente para a pauta do aumento do nível de atividade econômica limita-se ao curto prazo. Diante disso, o desenvolvimento da economia brasileira deverá estruturar-se no médio e longo prazos, sendo o investimento em educação a principal via de estruturação. Iremos alterar essa realidade ou muito nos agrada a existência dessa estratificação social extrema?
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