O processo de globalização, no mundo contemporâneo, tem sido muito questionado no que tange à imigração, haja vista o recrudescimento de um pensamento de extrema direita, encabeçado pelo presidente americano Donald Trump (que venceu a campanha presidencial anunciando a construção de um muro na região de fronteira com o México). Sabe-se que a dinâmica desse fluxo de imigração deve-se à busca de melhores oportunidades e bem estar (possibilidades de melhores rendas e crescimento profissional), na maioria das vezes. Acredito que os Estados Unidos, e tantos outros centros do Capitalismo no mundo contemporâneo, deveria agir de modo racional e humano, no enfrentamento da imigração informal para a sua economia, uma vez que o trabalho é um fator de produção de suma importância para a geração de produto, da renda e da despesa (já que esses agentes econômicos também consomem, apesar de a priori, ofertarem força de trabalho). À essa dinâmica, que promove o fluxo do fator trabalho pelos mercados, devemos considerar as transições demográficas em estágios avançados nas economias desenvolvidas, cujo perfil demográfico baseia-se na redução da taxa de natalidade e no aumento da expectativa de vida, o que pode levar ao comprometimento da oferta de mão-de-obra no mercado de trabalho doméstico. Constatamos diante disso, que se a riqueza não vem até o agente econômico, ele tende a ir até ela, pois na maioria da vezes aspira sair da periferia do Capitalismo, que também promove e acentua disparidades.
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