Pelo visto o presidente Jair Bolsonaro não mentiu ao declarar que não entende sobre economia, há algumas semanas. Constatamos esse fato a partir da declaração do chefe de Estado acerca dos dados econômicos, classificando-os como “maravilhosos”. Pelo visto o lugar de fala de Jair (possivelmente limitado aos dados do Ibovespa que estão ultrapassando os 100.000 pontos e a valorização do real frente ao dólar) é muito diferente dos demais brasileiros, que estão sujeitos às consequências da taxa de desemprego que figura na ordem de 12%, situação retroalimentada pelo sistema, dada a baixa expectativa com relação ao nível de atividade econômica do futuro, o que explica o investimento quase nulo, situação muito aquém do pleno emprego dos fatores de produção econômica, do aumento pobreza e pelo agravo da disparidade de renda nacional. As perspectivas do mercado sobre a taxa de crescimento em 2019, por mais de 20 semanas, vem sendo reduzidas por especialistas de mercado, sendo a última previsão um crescimento econômico revista para 0,81 %. Os dados supracitados afetam fortemente o estrato social de brasileiros mais vulneráveis, que estão à margem da pujança do Capitalismo (desempregado, sem renda formal e pobre) cujo poder de compra tem reduzido consideravelmente, já que a renda per capita está decrescendo. Por fim, o aumento do nível de atividade econômica não é a panaceia para a economia brasileira. Precisamos de bem estar, que será realidade diante de uma realidade que promova o desenvolvimento econômico regional e nacional, com redução da pobreza e da concentração da renda nacional nas mãos de poucos agentes econômicos.
0 comments
0 comments