Mesmo nos casos em que o aborto é legal, a falta de informação é tanta que a maioria das mulheres sequer consegue saber mais sobre o procedimento. Ao entrar em contato com os 176 hospitais cadastrados para a realização do serviço, a ONG Artigo 19, que atua em temas relacionados à liberdade de expressão e de informação, só conseguiu uma afirmação positiva de 76 delas. Na maioria dos casos, receberam respostas como “deus me livre!”, “claro que não faz aborto”, “aborto é crime e aqui não defendemos direitos humanos para bandido” e “nenhum médico realizará o procedimento”. Outros hospitais perguntaram se teria como a mulher “provar que havia sido estuprada” e um chegou a indagar “se ela conhecia o autor da violência”. Algumas respostas negativas afirmaram que o procedimento não seria realizado “pois é crime”, ignorando a atual legislação sobre o tema, que não criminaliza a realização do aborto quando a gravidez é decorrente de estupro, traz risco de vida à mulher ou em casos de anencefalia fetal.
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