O ensino superior público, que desde o início do Governo de Jair Bolsonaro vem sendo alvo da pasta do Ministério de Educação e Cultura MEC e dividindo a opinião pública, tem novo programa anunciado pela pasta, que a priori fundamenta-se na possibilidade de aumento da verba privada para universidades, ou seja, um programa que visa reestruturar o financiamento do ensino superior público, chamado de Future-se. O ministro enfatizou que não serão cobradas mensalidades nas universidades públicas. Em termos práticos, com base na divulgação, a intenção é a possibilidade das instituições ampliarem seus recursos, além do orçamento público, seja a partir da celebração de contratos de gestão compartilhada, da criação de fundos patrimoniais, ao ceder os “naming rights” de campus e edifícios e via ações de cultura, permitindo-as participarem de editais da Lei Rouanet. O programa em questão, parece estruturar-se na promoção da liberdade econômica das instituições, não limitando-as ao orçamento público. Será o Future-se o divisor de águas para a educação brasileira, no curto, médio e longo prazo?
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