Os Últimos Czares A Netflix estreou no início de julho a série "Os últimos Czares". O lançamento propõe a apresentar a história da família Romanov e todo a queda do grande império russo, que durou por mais de 300 anos. A série se desenvolve a partir de duas narrativas, a primeira como um romance, apresentando os personagens e suas narrativas como uma novela, recriando as relações pessoais, familiares e políticas do último Czar Nicolau II. A segunda se deu com um olhar documental, no qual especialistas sobre o tema vão complementando a história e endossando o que estava em jogo em cada conversa e decisão que os personagens iriam tomando. A parte mais romântica recebeu várias críticas do povo russo, entendendo que as formas de relação no país não são exatamente como as representadas, mas a parte histórica teve grande valia, dando um toque "History Channel" para a série. Mesmo com algumas críticas históricas sobre a narrativa apresentada pela netflix sobre a construção do processo de queda dos Romanov e ascensão do comunismo soviético, sugiro fortemente a série para quem tem interesse em conhecer um pouco mais sobre um dos momentos mais importantes dos últimos dois séculos, onde grandes figuras se encontraram e traçaram, pela primeira vez, uma organização de massas para a construção de um novo modelo de sociedade. A série representa de maneira icônica personagens como Rasputin, grande figura religiosa e mística que ditou o regime dos Romanov por muito tempo, a partir de uma relação com traços perversos com as mulheres da realeza e em especial com a Czarina Alexandra. Para além de dessa figura mística, o seriado conta um pouco sobre Lênin e Stálin, e mesmo se adentrar fala um pouco sobre a construção política feita pelos dois. Os dois principais líderes soviéticos fomentaram um processo de formação política dos trabalhadores rurais e urbanos, que se mobilizaram e construíram a revolução para além das figuras dos grandes comandantes. Durante as maiores mobilizações, Lênin e Stálin estavam deportados, como tentativa do exército branco de desorganizar a revolução. Não foi o suficiente. O trabalho de base realizado foi o suficiente para os trabalhadores se perceberem explorados, e entenderem que a Russia não era a dinastia e sim o povo que a sustentava. A série tem apenas 6 episódios, dá pra ver rapidinho! Se juntem aos camaradas comunistas que em uma maratona da pra matar a série!
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