É, afinal de contas, como a célebre frase é sempre usada, venho aqui também aplicá-la, pois de fato, todos sabemos, que na ciência econômica (aquela ciência que estuda e administra a alocação de recursos escassos), “não existe almoço grátis”. É uma constatação. As perspectivas acerca da conjuntura econômica brasileira desde o início do ano convergem para a manutenção do atual cenário, por ora caracterizado pela elevada taxa de desemprego e pela escassez de novos investimentos, o que alimenta uma expectativa negativa com relação à retomada do crescimento econômico, que serve como vitrine política, inclusive. A ironia diante desse fato, evidencia-se a partir da divulgação dos dados do sistema financeiro, nesse caso exemplificado pelo dado do Banco Santander, que comemora o crescimento do lucro recorrente na ordem de 20% no segundo trimestre de 2019. Qual será a expertise desse mercado, que tanto lucra, ao cobrar exorbitantes tarifas, ao oferecer fantásticos e lucrativos produtos e serviços (ativos financeiros e monetários) mas que efetivamente, não é para a maioria da população, cujo papel é entrar como um denominador no quociente da elevada rentabilidade da dívida pública nacional, por exemplo. Já que estamos falando em reformas, sugiro progressividade na tributação, inclusive sobre os grandes mercados nacionais, que beneficiam poucos e contribuem para a o aumento do fosso social, já que beneficiam poucos rentistas. Ressalto que isso é reflexo da conformação do Capitalismo no mundo, já que a economia real, já não interessa como antes.
1 comment
1 comment