O mercado de planos de saúde, cuja regulação compete à Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS, a partir de uma legislação que promoveu a criação das agências reguladoras nacionais, evidencia que a determinação dos seus preços e os demais aspectos desse mercado (desde a oferta até a execução dos serviços contratados) não seguem à mercê das leis de oferta e demanda (já que não são desregulamentadas), na alocação do serviço particular de saúde, dada a especificidade do mercado. A forte presença do Estado segue de modo a garantir que se mantenham equilibrados os interesses tanto dos vendedores (mercado oligopolizado de planos de saúde) quanto dos compradores (consumidores), já que em tese devem orientar-se no sentido de promover competitividade entre os planos, inclusive entre os de maior poder de mercado (Market share que pode ocasionar poder de monopólio) e ao respaldar os consumidores, no que diz respeito às suas garantias e direitos. Nesse caso, o ponto elencado pela matéria envolve as regras para a precificação, que nesse caso, leva as empresas a ganhos reais, ou seja, elas são liberadas a reajustarem acima da taxa de inflação acompanhada (observada) por algum indicador Oficial, tornando o mesmo objeto/ serviço contratado, em um determinado período, realmente mais caro. Resta somente uma dúvida, foi uma determinação à luz da técnica ou da política da agência reguladora?
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