Pode parecer estranho, mas não é, trata-se da racionalidade que orienta os produtores de cana-de-açúcar, ao alocarem o insumo em questão, seja para a produção do açúcar (exportação) ou de etanol (mercado doméstico). A variável determinante nesse caso são os preços praticados em seus respectivos mercados, que por ora se distinguem. O açúcar exportado é uma commodity, cujo preço é determinado a partir do equilíbrio entre a oferta e a demanda pelo gênero (mercado perfeitamente competitivo, logo os produtores são tomadores de preços). Já o etanol é um combustível substituto à gasolina, produto substituto, cuja demanda está diretamente ligada ao preço de mercado do derivado de petróleo. Em termos práticos, a alocação desse insumo é determinada a partir de um acompanhamento minucioso de ambos mercados, açúcar e gasolina. A dinâmica da indústria da cana-de-açúcar segue essa lógica, que na maioria das vezes volta-se para o interesse de maximizar o retorno da produção desse insumo, já que sua destinação final, orienta-se à mercê dos preços correntes dos possíveis produtos finais.
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