A autoridade monetária de uma economia, no caso brasileiro o Conselho de Política Monetária COPOM, segundo a literatura econômica clássica, se depara com um tradeoff de curto prazo na implementação de sua política econômica, a também denominada Curva de Phillips. Em termos práticos, essa autoridade sempre irá se deparar com a decisão entre a execução de uma política de controle do nível de inflação da economia ou pela redução da taxa de desemprego. A variável de controle utilizado pelo Banco Central nesse caso é a taxa de juros Selic, responsável tanto por uma política expansionista, ao promover a redução dessa taxa (a pressão inflacionária tende a aumentar e o emprego de fatores de produção tende a aumentar, o que levaria à redução da taxa de desemprego), quanto por uma política contracionista, ao aumentar essa taxa (a pressão inflacionária tende a reduzir e o emprego de fatores de produção tende a diminuir, o que levaria ao aumento da taxa de desemprego). No caso do Brasil, o controle inflacionário, na maioria das vezes ocorre sobre a demanda, sendo ela passível de controle pela Instituição, no curto prazo, não havendo uma política de médio e longo prazo, de modo a expandir a oferta de bens e serviços, fomentando-se os investimentos para os setores produtivos.
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