Em postagens anteriores comentei sobre a divulgação dos lucros do Banco Santander, agora é a vez do Bradesco (2º maior banco privado do país), que comemora um aumento em seu lucro em 25% no 2º trimestre, com a ajuda de crédito e seguros. Em economia, uma situação fatídica refere-se ao “tudo depende”. A divulgação desses resultados pelo setor financeiro evidencia isso, já que diante de uma conjuntura econômica assolada pela elevada taxa de desemprego, pela redução da renda, pela escassez de investimentos, tanto privados quanto públicos, e pela consequente piora dos indicadores socioeconômicos nacionais, constatamos que esses resultados são às custas da maioria das famílias e empresas. Ao meu ver, deve haver um equilíbrio entre o lado real e o lado financeiro de um país. Nesse cenário, encontramos algumas pistas que conduzem às explicações acerca da situação exitosa da nossa economia, que figura na 9ª posição em termos do PIB de 2018, e com certeza os serviços financeiros e os seus resultados anacrônicos à nossa conjuntura são dominantes nessa conta. De fato, “não existe almoço grátis”, quem paga essa conta?
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