A partir de uma trajetória de estagnação econômica iniciada em 2015, houve um engajamento dos agentes públicos no sentido de produzirem alterações no marco regulatório trabalhista (situação que culminou na Reforma Trabalhista em 2017) e recentemente ainda em curso, no que diz respeito à questão da Previdência Social (Reforma da Previdência, aprovada em 1° turno na Câmara). No que tange à Reforma Trabalhista, proposta pela situação política no governo Temer, o discurso foi orientado no sentido de justificá-la como necessária de modo a reduzir o custo de produção associado ao trabalho, pois assim geraria mais empregos e modernizaríamos o nosso marco regulatório, apontado como obsoleto e como um fator limitante do crescimento econômico. Dois anos após a sua aprovação, encontramo-nos em uma economia estagnada e com taxa de desemprego recorde (a precarização da relação de trabalho foi tão escancarada, que o país foi incluído na lista suja da Organização Internacional do Trabalho OIT). A pauta da previdência segue para o 2° turno, e justifica-se pela necessidade de superação de um déficit previdenciário, por ora duvidoso, e anunciado como responsável pelos desequilíbrios fiscais federais, cujo pano de fundo é o desmonte da Seguridade Social brasileira: Saúde, Previdência e Assistência Social. A intenção de implantação de um sistema de previdência capitalizada é explícito, mal sucedido em outros países no aspecto social, e acredito que a estagnação desse mercado está prestes do fim, no que depender do superministro da economia e da passividade (e desconhecimento) de milhares de brasileiros.
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