Parece até engraçado, mas de fato é engraçado, com base na atual conjuntura econômica nacional e nas necessidades da grande maioria dos agentes econômicos, que se encontram mais vulneráveis à situação recessiva. Sabemos, à luz da racionalidade econômica, que os rendimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS são ínfimos (ineficientes dentre as possibilidades de rendimentos disponíveis), e a destinação desse recurso poderia ser mais eficiente no mercado financeiro ao alocá-lo no mercado financeiro, de modo a obter maiores retornos. Inicialmente, a partir de anúncios do próprio Governo, havia intenção de liberação do saque desse recurso aos seus beneficiários (o que poderia alavancar o consumo no curto prazo, caso a decisão de alocação pelos agentes econômicos fosse para o consumo), mas pelo visto houve um peso político sobre a decisão, já que houve manifestação contrária por parte da indústria da construção civil (a quem legalmente se destina o recurso). Fica evidente o peso político, sobre a alocação de recursos, em decisões econômicas (políticas econômicas).
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