A ciência econômica aborda questões acerca da administração e alocação de recursos escassos de uma economia, dada a disponibilidade finita de recursos. Nesse sentido, sabemos que a coisa pública, o Estado, orienta-se tanto que pelo direito positivado em nossa Constituição de 1988 quanto pelo orçamento, na manutenção da máquina pública e implementação das políticas públicas. O país, democraticamente, precisa passar por várias reformas e pela reestruturação de suas prioridades (enfatizo democraticamente, a partir da manifestação dos vários atores sociais envolvidos, direta e indiretamente). Observo que existe um discurso de criminalização de nossa Constituição Cidadã, que explicita a responsabilidade social do Estado, colocada em detrimento pela necessidade de responsabilidade fiscal (que é inegável dada a finitude de recursos, por ora escassos). Sou a favor de uma reforma previdenciária, desde que seja progressista e justificada por fatores demográficos, sou a favor de uma reforma fiscal (de caráter progressista) de modo a mitigar o custo Brasil, cuja conformação é de uma estrutura burocratizada e ineficiente. Se existe a despesa pública (devemos incorporar à cultura do que é público a análise da qualidade do gasto) existe também uma receita pública (que deve ser passível de progressividade) da 9ª economia do mundo.
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