O Índice de Confiança do Comércio ICOM (setor de serviços), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 2,3 pontos em julho, passando de 93,2 para 95,5 pontos. A segunda alta consecutiva do indicador, porém, foi insuficiente para mudar a tendência de queda nas médias móveis trimestrais, que recuam pelo quinto mês seguido (-0,4 ponto). Em termos práticos, a alteração positiva no que diz respeito à expectativa do comércio, a partir de um avanço da confiança dos empresários, fundamenta-se com base nas teorias microeconômicas. A atual conjuntura econômica é reflexo de uma trajetória anterior de pessimismo pelos agentes econômicos, de modo agregado, o que explica a estagnação econômica observada. É válido ressaltar que o cenário macroeconômico (taxa de desemprego, nível de crescimento econômico, taxa de pobreza) é um agregado do comportamento individual dos agentes econômicos, que determinam as tendências de mercado. Nesse sentido, a constatação da alteração das expectativas é um fato positivo para a retomado do crescimento econômico, tão desejado.
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