De fato, o grande desafio dado aos agentes econômicos (famílias, empresas, governo) é a alocação eficiente dos recursos escassos disponíveis, sejam eles naturais, materiais, de capital, tecnológicos ou financeiros. A mais recente questão que evidencia esse tradeoff e o embate político-econômico foi a implementação da medida de liberação do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS, recurso que sob posse do Estado teria uma destinação legal específica para a habitação, infraestrutura, saneamento e outros (destinação extremamente necessária para a realidade socioeconômica nacional no médio e longo prazos). Já em posse dos seus beneficiados, a destinação será determinada pelo interesse discricionário do agente (o que possibilita total consumo, no curto prazo). O chefe do executivo se viu entre dois caminhos, pressionado tanto pela necessidade de fomento do consumo das famílias (e tentar melhorar a sua imagem política, ao incentivar o consumo das famílias) quanto pela indústria da construção civil. Diante disso, implementou uma liberação dos saques diferente da proposta inicial, ou seja, limitada e escalonada. Observamos um tentativa de equacionamento das demandas.
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