O dinamismo e a integração entre as praças financeiras pelo mundo tem possibilitado um fluxo contínuo de capital entre elas, haja vista que o investidor precisa tomar a melhor decisão de negócio, em observância ao tradeoff entre risco e retorno e às informações disponíveis (há assimetria de informações nos mercados), com a ressalva de quando nos referimos aos fluxos especulativos, que incorrem a riscos elevados em busca de altos retornos. A partir desses fatos, constatamos o aumento das possibilidades de investimento no mercado de capitais, pois os produtos e serviços ofertados já não se limitam aos domésticos, os ofertados pela Bolsa de Valores do Brasil B3, mas ao mercado aberto em conceito amplo e global. Na atual conjuntura macroeconômica doméstica, com a taxa Selic na ordem de 6,50%, que para a série histórica brasileira, trata-se de uma taxa em um baixo patamar, as opções negociadas no exterior tornam-se investimentos atrativos e muitos investidores têm migrado da renda fixa para a variável, em busca de melhores retornos. É válido ressaltar que as opções de investimentos são produtos financeiros, relativamente recentes, já sendo ofertadas, inclusive, para quem se interessa por empresas de tecnologia, como por exemplo: Apple, Google e Amazon, cujas rentabilidades são elevadas. Em suma, o olhar atento do investidor, tende a voltar-se para o exterior, em busca de melhores retornos. A racionalidade do investidor ao deixar o mercado de capitais nacional em busca de melhores retornos no exterior, evidencia-se no fato de "quando o investidor olha as empresas da B3, a maioria já está madura e sem crescimento exponencial para o futuro", diz Enrico Trotta, analista do setor de tecnologia do Itaú BBA. Ele avalia que, por conta do atual cenário econômico, muitos investidores, inclusive os conservadores, têm migrado da renda fixa para a variável. "E há uma geração de millennials que busca empresas de tecnologia."
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