Pelo visto a relação amistosa entre os chefes das maiores economias da América, Donald Trump e Jair Bolsonaro, ainda tem muito a falar e repercutir no cenário local e mundial. O atual presidente do Brasil tem declarado a expectativa de celebrar um alinhamento geopolítico e comercial com os Estados Unidos da América EUA. Já o presidente americano demonstra total afinco pela economia brasileira e tem dialogado nesse sentido, em suas declarações. É válido ressaltar que a única intenção de Washington é consolidar-se enquanto potência geopolítica global (fato que passa por consolidar-se constantemente enquanto potência econômica). Nesse caso, dados os históricos desafios da economia brasileira no sentido de estruturar-se para o rompimento de sua condição de economia emergente, rumo ao ideal do desenvolvimento econômico e social, passa longe da celebração de um acordo com os EUA, cujos interesses de dominação e vantagem sempre dominam seus acordos que fundamentam a reprodução de uma lógica neocolonial, já que reforça a Divisão Internacional do Trabalho DIT e o aumento do relativo de preços entre as pautas comerciais deve sempre favorecê-lo, na condição de ofertante de bens e serviços de alto valor agregado, o que agrava a nossa subordinação estrutural.
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