O embate comercial travado entre as potências mundiais, Estados Unidos da América EUA e China, anunciado inicialmente por Washington, tem como pano de fundo a questão do domínio tecnológico de Pequim, no que diz respeito à tecnologia do 5G. De fato, estamos diante de um contexto, no qual a economia americana sente sua hegemonia geopolítica global ameaçada, dado que a sua concorrente chinesa assume a dianteira no domínio técnico do 5G, consolidando-se como a detentora do know-how, o que em termos práticos é visto como uma ameaça pelos EUA. Nesse contexto, de avanço do 5G, figuras institucionais da economia americana saem do campo econômico e entram no político, de modo a apelar para os ataques mal-intencionados, já que ambas disputam esse mercado nascente. Em suma, observamos que “ autoridades norte-americanas recorrem frequentemente a meios políticos para interferir nas atividades econômicas, produzindo mentiras (como risco de espionagem, por exemplo), o que viola gravemente as normas econômicas internacionais”, declaração do embaixador chinês no Brasil. Em suma, o potência americana não quer perder seu reinado hegemônico e viola tudo que vai contra seus interesses econômicos (geopolíticos).
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