O direito e a lei têm uma aplicação muita objetiva, sobretudo quando se trata de benefícios. Esse é o caso, por exemplo, da "concessão" da saídinha de Nardoni para o dia dos pais. Por mais que seu crime nos cause repugnância e seja ironicamente (e tristemente) relacionado à data que ofertou a ele essa possibilidade de se ausentar por uns dias da prisão, devemos compreender que a lei não faz esse tipo de análise. Se o indivíduo/detento preencheu determinados requisitos, a norma que o beneficia será aplicada a ele. Ponto final. Não há que se falar em incoerências ou relembrar tragédias (que, em regra, são os motivos das prisões). Imagino que esse ponto seja de difícil aceitação por parte da população que, com muita legitimidade, pensam que o Direito deveria ser mais fiel à moralidade e às circunstancias específicas de cada caso. Porém, por observância a princípios tais como o da igualdade e o da legalidade, ele não estará (espera-se que jamais) à mercê de eventual opinião pública.
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