A pesquisa mensal divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos DIEESE, referente ao mês de Julho 2019, divulgou que foram necessários R$ 4.143, 55 para pagar alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família formada por quatro pessoas. O valor caiu, se comparado ao dado anterior, mas segue 4 vezes maior que o valor do salário mínimo brasileiro. Quando nos deparamos com esse dado, somos levados ao seguinte questionamento, qual o percentual de famílias que sobrevivem com um salário mínimo (com 4 pessoas) na economia brasileira? Na atual conjuntura econômica, caracterizada pela elevada taxa de desemprego, na ordem dos 13 milhões de brasileiros, e segundo dados do Banco Central, com uma taxa de inflação sob controle, constatamos que milhares de brasileiros estão, de fato, marginalizados no mercado de consumo (e compõem uma demanda reprimida em nossa economia), e o pior, no que tange ao consumo de bens e serviços na maioria das vezes básicos e elementares à existência humana, como assistência à saúde, cultura, lazer e qualificação profissional, por exemplo. Nesse caso, a política econômica a ser dispensada deve voltar -se para a expansão da oferta (novos investimentos), geração e distribuição de renda (o que inclui o poder de compra).
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