A depender do gosto do mercado, seguiremos o mês de agosto com a manutenção da redução da projeção da taxa de crescimento da economia em 2019, de 0,82% para 0,81%, de acordo com a pesquisa semanal Focus. Já para 2020, o ponto-médio das expectativas para a economia brasileira permaneceu inalterado em 2,10%, nível que está há cinco semanas (o que já ecoa positivamente para o mercado, já que não evidencia propagação da expectativa negativa). A despeito da projeção da taxa de inflação, ela voltou a cair, segundo economistas, de 3,80% para 3,76%, fato que por ora respalda a implementação, em curso, da política monetária expansionista, ao reduzir a taxa Selic. A partir dessas considerações, pode-se destacar que a política econômica do governo visa alavancar o nível de produção, a partir de uma política de fomento ao consumo e ao investimento, ao reduzir o custo do crédito. A situação macroeconômica segue com elevada taxa de desemprego (quase 13 milhões de desempregados) e com a execução de uma política de austeridade fiscal. Nesse sentido, o Produto Interno Bruto PIB da nossa economia dependerá exclusivamente da evolução das variáveis consumo, investimento (privado) e do mercado externo (via exportaçõe líquidas), cuja conformação atual evidencia as consequências da guerra comercial entre as potências americana e chinesa, que tendem a promover a desacelaração da economia global.
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