Os desdobramentos do embate que começou no comércio (imposição mútua de tarifas comerciais/ protecionismo comercial) entre as maiores potências econômicas, em termos de Produto Interno Bruto PIB, americana e chinesa pelo visto ainda têm muito a impactar a economia internacional e em diferentes mercados. Incialmente é válido ressaltar que estamos diante da alteração da conformação da geopolítica até então vigente no mundo, caracterizada pela hegemonia dos Estados Unidos, que por ora tem seguido ameaçada pelos avanços tecnológicos e estratégicos da China. Nesse sentido, além da guerra comercial, em curso, assistimos também recentemente à redução da taxa de câmbio (sinalização que pode convergir para uma guerra cambial). Em suma, muitos são os elementos que endossam as projeções de desacelerações previstas pelo Fundo Monetário Internacional FMI, para o nível de atividade econômica mundial em 2019. A divulgação de dados ruins da potência alemã endossam essa perspectiva. Os investidores diante de tanto pessimismo buscam ativos que minimizem o risco (cenário de aversão ao risco) de desvalorização da carteira de investimentos, dada a instabilidade nos mercados, como títulos da dívida pública e ouro. Se assim continuar, ouviremos os gritos, “salve-se quem puder”.
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