Acho a postura de Raquel Dodge coerente com o cargo e a instituição que representa. Ora, como Procuradora Geral da República, seria injusto que ela deslegitimasse todo o trabalho realizado pelo Ministério Público Federal do Paraná na operação Lava-Jato. Por outro lado, também não pode fugir à função precípua da instituição que comanda: ser fiscal da lei e, portanto, defender o apego à legalidade. Não acho que tantas ilegalidades tenham sido cometidas nos processos (talvez nenhuma, inclusive) relativos à operação Lava Jato, porém, obviamente, há amplo espaço para questionamento quanto a determinadas práticas adotadas pelo parquet, quanto pelo juízo federal. Reafirmo que considero que o saldo da operação é extremamente positivo para o país. Deve continuar e ser apoiada pelo Poder Público.
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