Segundo a Fundação Getúlio Vargas a partir do estudo, “Escalada da Desigualdade”, com base na Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios PNAD Contínua do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, a desigualdade da renda não para de subir há quatro anos no Brasil e nem mesmo no pico histórico (legado do glorioso Milagre Econômico brasileiro) a renda se concentrou por tanto tempo seguido. O Índice de Gini, que varia de 0 a 1, quanto mais alto, mais desigual é o país (no caso do Brasil era de 0,6003 no último trimestre de 2014 e no segundo trimestre de 2019 já registra 0,0287 ponto a mais). O cenário macroeconômico de recessão é um fato determinante, mas devemos deixar bem claro que uma agenda de aumento do nível de atividade econômica, de curto prazo, não é capaz de alterar esse indicador, um vez que tal fato reflete uma trágica trajetória histórica e socioeconômica de formação da economia brasileira. A superação dessa realidade, que explica a nossa realidade social, passa pela via do planejamento de nação, de médio e longo prazo, que deve orientar-se pelo desenvolvimento econômico e social nacional.
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