A guerra comercial entre as economias americana e chinesa, declarada, a partir de sucessivas tarifações dos produtos exportados por ambas potências segue no sentido de promoção da alteração da conformação da geopolítica mundial, em sentido amplo. Nesse cenário, o comércio internacional segue fortemente impactado, já que o nível de atividade econômica mundial, passa, consequentemente, por uma desaceleração, já que o embate comercial, e cambial, afeta tanto as variáveis determinantes da oferta quanto da demanda, por bens e serviços, em escala internacional. É de conhecimento geral que a pauta de exportações brasileira (economia periférica) é primário-exportadora, ou seja, dependente em sua maioria das commodities. Já a economia dos EUA encontra-se inserida como centro de desenvolvimento de novas tecnologias e sua pauta possui elevado valor agregado, já que se trata de uma economia central e assume a dianteira dos processos de inovação e geração de valor de suas exportações (ofertante de altas tecnologias). É válido ressaltar que a economia americana também possui expressiva participação no mercado de commodities internacionalmente e, a sobretaxa dos seus produtos, coloca em vantagem a economia do Brasil frente ao gigantesco mercado consumidor da China.
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