Então, da série “qual a única certeza em Economia? Resposta: Depende. Tudo depende.” Estamos imersos em um cenário macroeconômico caracterizado pelo reduzido nível de consumo, pelas baixas taxas de investimento, pela implementação de políticas de austeridade fiscal, pelo aumento da pobreza e por uma elevadíssima taxa de desemprego (hoje são 13 milhões de desempregados). Os indicadores econômicos tornam objetivos o nível da nossa atividade econômica. Nesse sentido, somos levados à conclusão de que estamos em uma crise doméstica (o mundo lá fora também está em crise, deixo isso bem claro), mas é um equívoco pensar que todos os agentes econômicos (famílias, empresas, governo) são afetados na mesma proporção. Ironicamente o Brasil segue uma trajetória de baixo crescimento econômico (seguimos praticamente estagnados, em recessão), de piora dos indicadores de desenvolvimento econômico e social, de desindustrialização e agravo das disparidades regionais, mas com a opulência de um segmento específico, o mercado financeiro, representado pelos maiores bancos comerciais. Em suma, a economia real segue penalizada, mas em contrapartida os balanços dos maiores bancos nacionais com capital aberto, na Bolsa de Valores, seguem comemorando os exitosos resultados financeiros. Pelo menos algum setor vai bem nesse país. Obrigado aos 4 maiores bancos, por lucrarem tanto, enquanto aqui, na realidade da grande massa brasileira, padecemos em crise.
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