=Como os astrônomos medem as distâncias das estrelas?= Fazendo uma relação com um dos últimos textos que escrevi aqui, sobre as distância no geral, quis trazer especificamente sobre como as distâncias entre as estrelas são medidas. *Para entender melhor esse texto, recomendo os outros: Via Láctea, Galáxias e Distâncias.* =Aglomerados de estrelas= Em outubro de 2017, usando os radiotelescópios do Very Large Baseline Array (VLBA) — um sistema de 10 radiotelescópios no Novo México, EUA — um grupo de astrônomos conseguiu detectar uma região com altas taxas de informação estelar do outro lado da Via Láctea, a 66 mil anos-luz daqui, além do alvoroço galáctico que há por lá. A região localizada pertence a um dos braços da Via Láctea (confira também o artigo sobre a Via Láctea para entender sua estrutura) chama Escudo-Centauro. Isso reforçou a hipótese que cientistas brasileiros chegaram em 2015, ao mapearem mais de 400 aglomerados de estrelas nas extremidades da nossa galáxia. Denilson Camargo, astrônomo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Denilson Camargo, e seus colegas concluíram que a galáxia provavelmente é uma espiral com quatro braços, e não dois, como se pensava. A confirmação da forma exata da Via Láctea ajuda estudar mais regiões e a criar seu mapa cada vez mais completo. =A precisão das distâncias das estrelas= Mas como conseguem ter essas medidas tão exatas? Sei que imaginamos astrônomos com seus telescópios, rádios e computadores ultramodernos, mas, na verdade, a base desses cálculos vem da geometria antiga. Faça novamente o teste de por seu dedo em frente ao seu nariz. Feche um olho, abra-o, e depois faça o mesmo com o outro olho. Reparou que a posição do dedo em relação ao fundo muda entre a visão da esquerda e da direita: É a PARALAXE. Agora pense nas estrelas que estão bem mais distantes que seu dedo. Para vê-las de diferentes perspectivas, é preciso uma separação maior entre duas observações. Por exemplo, pode-se vê-las agora e daqui a seis meses, quando a Terra estiver do lado oposto no sistema solar. Medindo um minúsculo ângulo de variação da posição, daí calcula-se a distância. Com o tempo, essas estimativas vão ficando mais e mais precisas, conforme os telescópios são capazes de dividir ângulos cada vez menores. A medição de uma região a 66 mil anos-luz daqui é o atual recorde! *Fonte: Mensageiro Sideral*
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