=Bilhões de anos-luz= Por que às vezes é mais fácil ver astros a bilhões de anos-luz da Terra? A busca por possíveis novos planetas do sistema solar faz muita gente se perguntar: como é possível estudar galáxias e supernovas que estão a bilhões de anos-luz de distância e não conseguimos encontrar nem um vizinho a menos de um centésimo de ano-luz? É algo a se pensar com tantas notícias saindo sobre a descoberta de diversos exoplanetas. Para entender essa lógica, imagine que os telescópios são como baldes, só que em vez de água, eles juntam a luz que cai do céu. Quanto maior o balde, mais água podem colher. Daí vem a obsessão dos astrônomos em construir telescópios imensos (lembram do telescópio que será construído no cume do Mauna Kea, no Havaí?) — é para serem capazes de enxergar as cantareiras cósmicas. =Mas por que é mais fácil detectar um objeto mais distante que outro mais próximo?= Quando estamos colhendo água (ou luz), não é só a distância que importe, mas também a quantidade que a fonte emite. Ou seja, é mais fácil se molhar a três metros de uma piscina quando alguém acaba de pular na água do que há 20 centímetros de um copo d’água onde acaba de cair um pingo de chuva. Quando observamos uma supernova a bilhões de anos-luz, estamos falando de um objeto que, pelo menos por alguns instantes, emite mais luz que alguns bilhões de sóis juntos. Mesmo muito longe dessa piscina, alguma água ainda respinga em nossos baldes. Já um planeta na fronteira do sistema solar está meramente refletindo a luz de um único sol: essa pequena fração de luz chega aos nossos telescópios, e é refletida em vez de absorvida. E outra coisa, um planeta pequeno e próximo pode acabar juntando a mesma quantidade de água no balde do que uma estrela maior e mais distante. =Como distinguir o que está perto e o que está longe?= Só será possível quando os astrônomos analisam a composição da luz e medem o movimento da fonte do céu com o passar do tempo, a fim de determinar sua distância e sua natureza. *Fonte: Mensageiro Sideral*
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