Quem acompanha a carreira do Joaquin Phoenix sabe que ele não é um ator propenso a superproduções. Depois de "Gladiador" e "Johnny e June" - pelos quais ele recebeu indicações ao Oscar - ele trabalhou prioritariamente em filmes menores, majoritariamente independentes, focados em boas histórias e boas atuações, e não necessariamente (quase nunca, inclusive) em bilheteria. Eu diria até que ele ativamente evita grandes produções e potenciais blockbusters. Por isso o fato de ele ter aceitado viver o Coringa levantou tantas sobrancelhas. Um filme de super-herói dificilmente é uma coisa que você associaria com os rumos que a carreira dele vinha tomando. E o próprio ator admitiu em uma entrevista recente que demorou a aceitar o papel e que sentiu medo de ir por esse caminho. Mas no fim ficou em paz com a decisão. _“Levou um tempo [para aceitar]. Agora, quando olho para trás, não entendo por que. Havia muito medo, sim. Mas sempre digo que há o medo motivador e o medo debilitante. Existem medos em que você não consegue dar um maldito passo, e existe o tipo ‘Ok, o que faremos? Isso não é bom o bastante’. E você está cavando mais profundamente. Eu amo esse tipo de medo. Ele nos guia, nos faz trabalhar mais.”_ O diretor, Todd Phillips, revelou ainda que o filme foi escrito especificamente para Phoenix; que era ele quem eles sempre quiseram no papel. De acordo com Phillips, ao invés de levar o ator até o universo das HQs, eles fizeram o processo oposto e levaram o universo dos filmes de quadrinhos até Joaquin. O lançamento acontece em 3 de outubro.
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