Então, pelo visto a questão da sustentabilidade, que para muitos tem soado como um marketing clichê de ambientalista, não se limita às questões ambientais, que seguem muito em pauta no mundo contemporâneo, mas em termos gerais evidenciam também a racionalidade dos agentes econômicos na aplicação de seus recursos, já que afetam diretamente na precificação de ativos, por exemplo. Os mercados são fortemente pressionados pelas mudanças comportamentais desses agentes, que incialmente, manifestam-se no âmbito microeconômico e em termos agregados já impactam a realidade macroeconômica da economia, significativamente. Os recursos naturais são sine quibus non à vida, os negócios por ora, também são para os mercados, logo, para o modo produção capitalista. De fato, o mundo segue passando por mudanças de paradigmas, o mundo capitalista não fica para trás, já que é capaz de ajustar-se às realidades, tanto das ofertas quanto das demandas, nos mercados. Nesse sentido, um grupo de investidores endossam essa realidade, já que seguem a pressionar empresas contra o aquecimento global, que também afeta negativamente a viabilidade de seus investimentos de longo prazo, pois danos irreversíveis ao meio ambiente reduziriam ou poderiam até mesmo acabar com os valores investidos. Isso para mim é um ótimo legado do self interest abordado por Adam Smith em 1776, gerando eficiência e externalidades positivas.
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