Segue em curso uma mudança na visão dos propósitos corporativos das grandes empresas dos Estados Unidos da América EUA, por enquanto, uma semente, cujo cultivo não parece garantido. A Crise da desregulamentação do mercado imobiliário americano, desde 2008, levou repúdio às grandes corporações que atingiu níveis muito altos após a crise financeira de 2008. Segundo comunicado, da Organização Business Roundtable, foi anunciada no dia 19/08/2019 uma mudança radical de visão sobre o propósito de suas corporações, rompendo com uma política mantida há mais de 20 anos, que privilegiava a maximização dos lucros dos acionistas acima de tudo, e de todos. A nova orientação corporativa da poderosa “távola redonda” das megaempresas que quer redefinir as regras do capitalismo americano (a maior economia do globo terrestre capitaneada por Donald Trump) será ampliada com o objetivo de favorecer também seus funcionários, clientes e comunidades em que atuam. Segundo o renomado economista Milton Friedman, a responsabilidade social de uma empresa está em gerar lucro, que no atual cenário econômico global segue alvo de muitas críticas e questionamentos. Seguimos aqui, enquanto meros expectadores desse sistema (somos consumidores também), esperançosos quanto à sua, e à nossa, sustentabilidade, em todos os aspectos. _"Não acreditamos que seja por benevolência que os CEOs (presidentes-executivos) da Business Roundtable finalmente reconheceram que precisam defender mais do que os interesses dos acionistas", escreveu Kenneth Roth, diretor-executivo da ONG Human Rights Watch, no Twitter. "Ignorar questões como a cumplicidade a abusos de direitos humanos é um convite a um desastre em termos de relações públicas."_
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