A Reforma Trabalhista aprovada em 2017, no governo Temer, justificada pela situação política como imprescindível para a modernização da nossa legislação, por ora apontada como obsoleta e atrasada (alinhando-a com o que já existe mundo afora), de modo a promover uma integração entre os diferentes mercados de fatores de produção (terra, capital, trabalho) em escala global. Na prática, dada elevada integração entre as praças financeiras pelo mundo, quanto mais padronizadas (demanda para o Direito do Trabalho brasileiro, que denuncia uma onda de precarização das relações de trabalho) forem as regulamentações dos grandes mercados, dentre eles o mercado de trabalho, maior será a liberdade no fluxo de capital, que segue orientando-se pela lógica da otimização, ou seja, maximizando lucros e minimizando custos em seu fluxo contínuo. Nesse sentido, muito se discursou acerca do aumento da demanda por trabalho pelo empregador, caso seu custo fosse reduzido, a partir da aprovação dessa Reforma. Decorridos dois anos, seguimos em um cenário macroeconômico assolado por uma elevada taxa de desemprego, que segundo dados, atinge 13 milhões de brasileiros. Seguimos aguardando, os postos de trabalho que seriam criados a partir da alteração desse marco regulatório.
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