Impacto da religião na política. O problema não é a religião em si, muito menos a expressão da fé em cada sujeito, mas sim a instrumentalização das convicções próprias para reger uma política que é para todos, inclusive aqueles que não acreditam e não convivem apenas com essa visão de mundo. O estado brasileiro é laico, por definição, mas na prática a igreja e os políticos religiosos acabam transformando-o em um aparelho, uma forma de propagação e institucionalização de suas práticas na vida do povo brasileiro. Algumas consequências desse processo são inaceitáveis, como por exemplo o recuo nos direitos das populações LGBT, e das populações negras. As religiões com bases cristãs por muitas vezes propagaram ódio à cultura e à fé com matrizes africanas. Cada um deve ter o direito de se expressar da maneira que acredita, sem ferir a fé do outro. O estado deve ser um mediador desse processo, e não o agente.
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